Geração Y

Formas de abordagem para a geração Y

Estamos diante de uma geração cada vez mais imediatista, autoconfiante, confrontadora e, de certa forma, com um sentimento de onipotência, onde regras e normas incontestáveis não são ouvidas.

This generation has grown up with more technological advances than any prior group.A geração Y (daqueles nascidos entre a década de 80 e 90) cresceu com mais avanços tecnológicos do que qualquer outro grupo anterior. They process information in a unique manner. Eles processam informação de uma maneira única. They have a distinctive way of managing their interests, their businesses, and their lives. Têm uma forma diferente de administrar seus interesses, seus negócios e suas vidas.

Esta geração  não espera receber ordens, quer fazer acontecer do seu jeito, à sua maneira intuída. E isso nada tem a ver com transgressão.  Apenas foram criados e influenciados acreditando que podem e devem fazer o melhor. São otimistas e pragmáticos. Preocupam-se com o trabalho e com a qualidade de vida, querem trabalhar e ao mesmo tempo, realizar outros sonhos. Estudam mais de uma faculdade, falam diferentes idiomas e diferentes culturas não são barreiras para esses jovens que não toleram injustiças sociais ou ambientais.

E o que acontece quando estes jovens chegam a um ambiente de trabalho marcado pela hierarquia, formalidade, por normas e regras rígidas que orientam a roupa que deve ser usada, o linguajar adequado, que determina até mesmo com quem e quando se pode falar? No qual a promoção e o reconhecimento dependem do tempo de casa? Em um lugar onde o acesso a internet e as redes sociais são bloqueadas? No qual a criatividade e a dedicação têm hora e local para acontecer: o trabalho deve ser desenvolvido no horário comercial, dentro do escritório?

E como manter a motivação desses jovens?

O livro Millennial Leaders (ed. Ingram Pub Services, 2007) destaca seis pontos fundamentais para os jovens Y manterem-se motivados e dedicarem-se à empresa:

– Voz: a geração Y quer ser ouvida, quer que sua opinião seja respeitada. A pesquisa aponta que 84,9% dos jovens acreditam que o poder na empresa deve ser coletivo e 84,3% busca um ambiente de trabalho justo, no qual suas idéias e opiniões sejam ouvidas. Porém, apenas 65,3% consideram que a empresa os ouve.

– Participação: Querem fazer parte de algo que tenha significado, algo que tenha impacto sobre a empresa, as pessoas, o ambiente e a sociedade. Pela pesquisa,  79,7% dos jovens se considera idealista e sonha com um mundo mais justo e 69,5% se consideram engajados em questões sociais.

– Significado: Os jovens Y se importam com mais coisas do que somente o resultado financeiro da companhia. Querem que a empresa seja responsável socialmente e ambientalmente. No grupo pesquisado, 80,6% dos jovens quer fazer parte de uma empresa preocupada com a sociedade e o ambiente.

 

– Equilíbrio entre vida Pessoal e Profissional: Se dedicam a empresa, mas querem manter a qualidade de vida. Na pesquisa, 82,5% dos respondentes afirma que manter um equilíbrio entre meu trabalho e minha vida pessoal é muito importante. Contudo, 55,6% dizem sentir-se estressados no trabalho.

– Desenvolvimento pessoal: Estão  abertos a aprender as ferramentas, tecnologias e competências necessárias para executar seu trabalho atual e para crescer pessoal e profissionalmente: 86,8% acredita no futuro profissional e no seu papel na construção da carreira; 82,8% acha que lida bem com as mudanças; 86,8% deseja aprender continuamente. Porém, apenas 24,5% acreditam que recebe da empresa a quantidade de treinamento necessária para o seu crescimento profissional

– Reconhecimento: gerentes não podem se esquecer que liderar envolve a constante motivação das suas equipes. Neste ponto, a situação se complica: apesar de 78,5% dos respondentes considera que ser reconhecido pelos seus méritos é fundamental para a motivação  e 67,7% acreditar que as recompensas financeiras e promoções devem estar relacionadas à competência e não ao tempo de casa, apenas 26,7% sentem que seu trabalho é devidamente reconhecido pelos seus superiores imediatos.

Diante de tantos dados, não temos dúvida de que a forma de abordagem de Coaching e Treinamento para essa geração devem mudar.

Como?

– Fornecendo escopo e objetivos a serem alcançados e deixando que eles mesmos busquem o caminho;

– Fazendo-os imergir no sentimento de que podem fazer a diferença, através daquele objetivo ou tarefa;

– Realizando trabalhos práticos e interativos;

– Utilizando textos ou cases curtos e rápidos;

– Interação com dinâmicas que exijam agilidade mental;

– Realizando trabalhos em grupo;

– Garantindo feedback rápido.

E às empresas cabe o desafio de adaptar-se às novas gerações, sem esquecer-se do valor das gerações anteriores.